500 DC - Os Índios
Os Tupinambás foram os habitantes da região nesta época.
Sua presença é constatada pelos estudos arqueológicos realizados
em Cabo Frio, em Três Vendas em Araruama, na Base Aero-Naval em
São Pedro da Aldeia e nos acampamentos de pesca da Praia Grande
em Arraial do Cabo.
Antes da chegada dos europeus havia na região
cerca de 50 aldeias tupinambás, estimando-se uma população total
entre 25.000 e 75.000 habitantes.
Em Cabo Frio foram
encontrados sítios tupinambás. O Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentam
indícios de terem sido acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto
a Fonte do Itajurú, próxima do Morro de mesmo nome (hoje Morro da Guia)
era a única forma de abastecimento de água potável e corrente na região.
Este sítio era considerado um santuário da mitologia tupinambá, formado
pelo complexo de pedras do Itajurú (bocas de pedra em tupi-guarani). São
blocos de granito preto e granulação fina, com sulcos e depressões circulares
que eram considerados sagrados pelos indígenas. Sobre os blocos, os índios
contavam as estórias que transmitiam oralmente o conhecimento e tradições
da tribo.
Contam as lendas que quando um guerreiro morria, transformava-se
em estrela até que o sol decidisse enviá-los ao Itajurú em forma de pedra
sagrada para ser venerado pelos índios. Caso fossem quebradas ou roubadas,
todos os índios desapareceriam da terra.
O pescado, crustáceos,
gastrópodes e moluscos eram a base da alimentação indígena complementada
pela cultura da mandioca e a caça. A cultura tupinambá caracterizava-se
pelo domínio das técnicas de cerâmica. Até hoje existe influência tupinambá
nos hábitos alimentares, técnicas cerâmicas e de pesca na região.
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