1500 DC - Século XVI - Chegam os Europeus
Em 1503, a terceira expedição naval enviada para reconhecimento do
litoral do Brasil se dispersou e sob o comando de Américo Vespúcio,
seguiu viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio.
Os expedicionários
fundaram então uma fortaleza-feitoria com 24 cristãos para explorar
o pau-brasil, na época abundante na margem continental da Lagoa
de Araruama. Este estabelecimento comercial-militar foi destruído
pelos tupinambás em 1512.
Desde 1504 os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias
com os tupinambás. Este tráfico ocorreu durante as três primeiras
décadas do século XVI no litoral nordeste do Brasil.
A partir de 1540, em
virtude do controle naval português no litoral nordestino, os franceses
voltaram-se para a exploração dos recursos naturais de Cabo Frio na região
sudeste.
Em 1556, fizeram outra fortaleza-feitoria para exploração do
pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses.
Esta fortaleza-feitoria, hoje chamada Casa de Pedra, foi construída um
ano depois da fortaleza de Villegaignon no Rio de Janeiro e ampliou e
consolidou o domínio francês no litoral sudeste.
Em 1575 o governador
do Rio de Janeiro, Antônio Salema, reuniu um exército português apoiado
por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de acabar com o domínio
franco-tamoyo que já durava 20 anos em Cabo Frio.
As tropas vencedoras
enforcaram dois franceses, um inglês e o pajé tupinambá. 500 guerreiros
tamoyos foram assassinados a sangue frio, mais de 1500 índios foram escravizados,
queimaram as aldeias e outros 10 mil índios foram mortos.
Os sobreviventes
refugiaram-se na Serra do Mar. Cabo Frio transformou-se num deserto humano.
Não houve interesse dos portugueses em colonizar Cabo Frio após o massacre,
mas foi estabelecido um bloqueio naval com base no Rio de Janeiro.
Entre
1576 e 1615, franceses, ingleses e holandeses voltaram a freqüentar o
porto de Araruama em busca do pau-brasil o que deu base à pirataria contra
embarcações portuguesas que procuravam dobrar o cabo.
Em 1580, com a submissão
de Portugal à Espanha, aumentou a presença destes navios que carregavam
bandeiras inimigas dos castelhanos.
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